ENEM 2012 – O Movimento Imigratório para o Brasil no Século XXI

Esta é uma redação escrita segundo orientação da prova do ENEM de 2012. O texto foi produzido em 2012.

Pelo menos centenas de imigrantes adentram anualmente o território brasileiro, oriundos de diversos países, com diferentes níveis de instrução, e possuindo características culturais distintas. A política externa do país, e consequentemente a gestão da imigração, parecem-me relacionadas com a formação da população nacional. Os EUA, por exemplo, rejeitam imigrantes por considerarem que o surgimento de formas de pensar muito distintas em seu território pode desestabilizar seu governo, entre outros motivos, e prefere intervir no governo do país de origem para não ser incomodado.

Por outro lado, o Brasil é composto por diversos povos diferentes que imigraram para cá da Europa, além dos africanos trazidos durante o Império. Tamanha mistura, felizmente, impede a utilização de justificativas racistas ou xenofóbicas para que se rejeitem imigrantes. No que tange à Améria Latina especialmente, já que os países desta área sentem-se mais ligados ao chamarem-se (através dos líderes) de irmãos, rejeitando a ALCA e participando do Mercosul, criando acordos de gás e construindo hidrelétricas juntos.

Não apenas não devem ser rejeitados como devem ser bem-tratados. Nenhum sentido faria expulsar imigrantes haitianos após enviar ajuda humanitária e tropas de paz àquele país. Se o comprometimento com o auxílio era real, é necessário ajudá-los aqui também. Fornecer água, alimento e documentos necessários para o trabalho e a permanência são boas medidas que têm sido tomadas, mas não bastam.

Auxílios que se fazem necessários aos imigrantes haitianos são suporte linguístico (já que não se fala português no Haiti) e abrigo. Sem estas medidas surgiriam favelas ou outros tipos de assentamento habitadas exclusivamente por eles, uma vez que não conseguiriam integrar-se à economia e terminariam marginalizados. Permitir o surgimento de tal problema social, além de ser um desperdício de mão-de-obra utilizável, seria uma falta com os direitos humanos.

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